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Sexta-feira, 12/11/2010, 04h21

Gêneros se misturam na mostra Amazônia Doc 2

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A programação de hoje da Mostra Especial Amazônia Doc.2, que segue até domingo, no Cine Olympia, exibe os filmes “Limite”, de Felipe Filgueiras (SP); “Uma aldeia chamada Apitwtxa”, de Txirotsi Ashaninka (PE); “Só não tem quem não quer”, de Hildalgo Romero (SP); e “Inocente”, de Thiago Luciano e Beto Schultz (SP).

Desenvolvido através do projeto ‘Vídeo nas Aldeias’, o média-metragem “Uma aldeia chamada Apitwtxa” é uma produção realizada pela nova geração de cineastas Ashaninka.

O filme registra o cotidiano da tribo, mostrando também um pouco do histórico da etnia. O filme será exibido na segunda sessão de hoje da Mostra Especial, a partir das 19h30.

O povo da aldeia Apitwtxa habita a região de Marechal Thaumaturgo, município no estado do Acre, uma das regiões de maior biodiversidade do planeta. O povo Ashaninka, situado em territórios do Acre e do Peru, se considera como guardião da floresta, e, desde 1980, vem combatendo a exploração de madeiras, além de desenvolver técnicas de manejo sustentável.

Além de “Uma aldeia...”, os Ashaninka também já produziram “A gente luta mas come fruta” (2006); “Caminho para a vida”, “Aprendizes do Futuro”, e “Floresta Viva” em 2004; “Índios no Brasil. 10. Nossos direitos” (2000), em parceria com as tribos Kaiowá, Kaxinawá, Yanomami e Kaingang; e “No tempo das chuvas”, também em 2000.

As outras três produções que o público poderá conferir hoje no Cine Olympia vêm de São Paulo. Em pouco mais de 15 minutos, Felipe Filgueiras, diretor de “Limite”, conta a história de Ivan, funcionário de um escritório que segue a mesma rotina há muito tempo, e que, apesar de não gostar de seu trabalho, agüenta as intempéries do chefe sem reclamar. Quando essa situação atinge um nível insuportável para Ivan, ele começa a pensar em soluções extremas para sair dessa situação.

Como lidar com o autocontrole também é tema predominante em “Só não tem quem não quer”, de Hildalgo Romero. Um pequeno acontecimento na vida de Anderson faz com que as coisas percam o sentido e tudo pareça estar errado. Confuso, o protagonista opta pelo único caminho que lhe parecia possível: transbordar a raiva silenciosa e corrosiva que estava guardando.

Em “Limite”, de Thiago Luciano e Beto Schultz, a discussão vai mais além. Mais do que lidar com suas próprias emoções e com sua capacidade de autodomínio, o curta traz ao público a reflexão sobre quem realmente somos. A partir da incapacidade de lidar com um erro, o filme constrói uma narrativa que confronta a realidade humana com a sua ideia de perfeccionismo dos indivíduos. Em jogo estão dois ideais: aquele de como deveríamos ser, e aquele de como realmente somos.

ASSISTA

A Mostra Especial Amazônia Doc.2 segue em cartaz no Cine Olympia até domingo (14). Serão realizadas duas sessões por dia: uma às 17h e outra às 19h30 . Para ver a programação completa, acesse o site www.amazoniadoc.com. A entrada é franca.

(Diário do Pará)

Comentários Recentes

  • Brasileiro disse: Comentário postado em 02/12 Quinta-feira às 14:12h "CRITICA AO MULTICULTURISMO:A critica liberal argumenta que, ao postular a necessidade de direitos particulares para certos grupos, o multiculturismo rompe com a igualdade perante a lei e atribui ao Estado poderes perigosos, que envolvem a legislação sobre valores e crenças, a qual não deriva ser alvo de normas ou preferências, pois é uma dimensão arbitrária.Recentemente, inúmeros antropólogos vêm criticando o conceito de CULTURA, apontando o quanto ele pode contribuir para a esterotipação do outro. Classificar toda a diversidade de práticas e interpretações do outro como CULTURA é reducionista, pois só vê o exótico e o tópico.
    Política Brasil: soberano, seguro e indivisível-O termo indígena é discriminatório na medida em que visa estereotipar varias etnias nômades que imigraram para o continente americano, antes da colonização européia e que guerreavam, escravizavam, exterminaram e até canibalizavam outras etnias. Diversas são as origens dos seres humanos que imigraram para o novo continente e os que diferenciam é que algumas vieram antes da colonização. Na medida em que por motivos não muito bem delineado, se privilegia outras etnias, estão discriminando as demais, sendo marcante as causas dos conflitos pelo mundo quanto as discriminações existentes e a ganância por poder e riquezas. Tais discriminações afloram conflitos e geram fragmentações e se criam territórios conforme os interesses dominantes, como o ocorrido com a Tchecoslováquia, Iugoslávia, Kwait, Arabia Saudita. Podemos acrescentar os conflitos étnicos na África e poderia estar ocorrendo no novo continente se os colonizadores europeus não tivessem vencido pelo poder bélico e a integração, que ocorreu na formação dos paises europeus, dentre outros.
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