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Sexta-feira, 28/01/2011, 10h01

Vale confirma Alpa para 2014 em Marabá

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A direção da Vale S.A. confirmou, ontem, para 2014 o início de operações da siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), em fase de implantação no distrito industrial de Marabá. “O projeto (da Alpa) é consistente em diversos cenários”, afirmou o diretor global de relações institucionais da mineradora, Fábio Eduardo Spina, ao descartar a hipótese de revisão do empreendimento em face da mudança de governo e de orientação política no Estado.

Acompanhado do gerente de relações institucionais da Vale no Pará, José Fernando Gomes Júnior, Fábio Spina fez ontem uma visita de cortesia ao DIÁRIO, onde foi recebido pelo seu diretor presidente, Jader Barbalho Filho. O diretor da Vale informou que as obras civis de implantação da siderúrgica deverão ser iniciadas no próximo mês de junho. A terraplenagem da área a ser ocupada pelo empreendimento, conforme frisou, já chegou a cerca de 80% do terreno, e só não foi concluída por causa das chuvas. O projeto foi lançado oficialmente no dia 22 de junho do ano passado, em Marabá, em evento que contou com a presença do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A usina siderúrgica terá capacidade anual de produção de 2,5 milhões de toneladas de placas. A entrada em operação em caráter experimental da siderúrgica (alto forno, aciaria e laminação) está prevista para o final de 2013. A Alpa tem investimento estimado em R$ 5,8 bilhões, com geração de 16 mil empregos na fase de implantação. Na operação, deverão ser mais 5.300 empregos diretos e outros 16 mil indiretos.

DUPLICAÇÃO

Fábio Spina revelou ainda que a produção de minério de ferro na província de Carajás será mais do que duplicada num prazo de quatro anos. Atualmente, a mineradora produz em Parauapebas cerca de 100 milhões de toneladas, mas a mina terá sua capacidade ampliada em 30 milhões de toneladas. Até 2014, a Vale vai duplicar também a capacidade operacional da Estrada de Ferro Carajás, que liga suas minas no Pará ao porto de Ponta da Madeira, em São Luís.

A duplicação da capacidade da ferrovia vai coincidir com o início de operações, previsto também para 2014, do novo projeto de minério de ferro da Vale, em implantação no município de Canaã dos Carajás. Mobilizando investimentos de mais de US$ 11 bilhões, a mina S11D vai produzir por ano 90 milhões de toneladas de minério de ferro, o equivalente a um novo projeto Carajás.

De acordo com Spina, o investimento tecnológico é um dos principais focos da mina S11D, de forma a praticamente se eliminar a utilização de água e de caminhões, efetuando-se o transporte de minério dentro do complexo industrial através de correias. “O objetivo é otimizar a produção, fazendo-se a exploração mineral de forma mais eficiente e completamente sustentável sob o aspecto ambiental”, enfatizou. O diretor da Vale confirmou para o segundo semestre o início de operações da mina de níquel de Onça Puma, em Ourilândia do Norte. Spina revelou ainda que a Vale deverá se tornar, nos próximos anos, uma das maiores produtoras de cobre do mundo. Atualmente, a mineradora opera uma única mina de cobre – a mina do Sossego – em Canaã dos Carajás. Até 2017, porém, a meta é atingir uma produção anual da ordem de 900 mil toneladas.

Depois da visita ao DIÁRIO, o diretor da Vale teve uma reunião com o ex-deputado federal Jader Barbalho.

Prioridade à “energia limpa”

A Vale vai investir este ano US$ 24 bilhões em atividades de prospecção mineral, inclusive de hidrocarbonetos. Na área de energia, porém, o foco principal passa a ser a busca de fontes limpas, que na visão de futuro da empresa passam a se sobrepor às fontes tradicionais. “O petróleo vai continuar tendo sua importância no mercado, mas o mundo está em transformação, sob o efeito de uma maior consciência ambiental, e nós precisamos acompanhar essas mudanças”, afirmou Fábio Spina.

Ele citou como exemplo a mudança de postura já registrada nos Estados Unidos, através de recentes discursos do presidente Barack Obama. “Os americanos estão olhando isso (as novas fontes de energia limpa)”, afirmou o diretor da Vale, acrescentando que o mesmo fenômeno já é perceptível também na China. Entre os chineses, conforme frisou, a bicicleta, tradicional meio de transporte no país, está se massificando ainda mais e com uma característica própria dos tempos modernos – a bicicleta movida a eletricidade.

O diretor de relações institucionais da Vale destacou também a importância do projeto Biovale, através do qual a mineradora se propõe a produzir cerca de 500 mil toneladas de óleo de palma quando suas plantações de dendê atingirem a maturidade. O projeto prevê plantios de palma nos municípios de Moju, Acará, Concórdia do Pará e Tomé-Açu.

COMBUSTÍVEL VERDE

Parte da produção de biodiesel vai abastecer as locomotivas da empresa, que hoje já consomem o chamado “combustível verde” numa proporção de 20%. O projeto, conforme frisou, prevê a recuperação de 70 mil hectares de mata nativa e o reflorestamento de 60 mil hectares.

Além dos benefícios ambientais, bastante expressivos, o empreendimento projeta impactos extremamente positivos também na área social. Cerca de duas mil famílias, que hoje vivem do cultivo da mandioca, com renda mensal em torno de R$ 100, deverão ter sua renda elevada pelo Biovale para cerca de R$ 3 mil por mês. “Do ponto de vista da sustentabilidade e da busca de energia limpa, este é um projeto quase perfeito”, finalizou.

ÓLEO DE PALMA

O projeto Biovale, do qual a mineradora se propõe a produzir cerca de 500 mil toneladas de óleo de palma quando suas plantações de dendê atingirem a maturidade, prevê plantios de palma nos municípios de Moju, Acará, Concórdia do Pará e Tomé-Açu. (Diário do Pará)

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