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Terça-feira, 11/10/2011, 01h54

Dança, música e teatro iluminaram a Cidade Velha

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Fogos anunciaram na Praça do Carmo o início do maior espetáculo a céu aberto do Norte do Brasil. Foram mais de quatro horas de apresentações itinerantes, reunidas em cinco estações, onde mais de 500 artistas se apresentaram. Esses números definem o Auto do Círio 2011, que reuniu mais de 15 mil pessoas pelas ruas da Cidade Velha na última sexta-feira.

Nossa Senhora de Nazaré veio em uma berlinda diferente, fora do usual, em um carro cheio de cores, com enfeites em tons de azul e laranja, flores cor-de-rosa e as tradicionais fitas do Círio.

Na comissão de frente, seis casais de bailarinos da Companhia Moderno de Dança representaram personagens da Belle Epoque. Logo atrás, índios, odaliscas, deuses, espanholas, palhaços, Adão e Eva, Carmem Miranda e até Jesus Cristo se misturaram em um grande carnaval.

O tema “Pavilhão da Flora”, uma homenagem aos Círios antigos, ganhou força com os versos “Venham ver como é... fantasias do passado do Largo de Nazaré”, cantado pelos sambistas do “Quem São Eles”, que levaram o público até a “Estação da Música”.

O palco montado em frente à Igreja da Sé recebeu atores do Grupo Verbus, que representaram personagens característicos do Largo, os vendedores de brinquedos de miriti, fitas e balões. Os atores também falaram de lembranças como brinquedos, jogos e comidas, típicos de quem vai ao Parque de Diversões montado ao lado da Basílica.

A Orquestra de Violoncelistas da Amazônia, da UFPA, fez a tradicional mistura de música clássica e rock, passando de Waldemar Henrique a Metallica.

Na passagem de estação, estava Dona Celina, também conhecida como Celine Dion. Ela participa do Auto do Círio vendendo sorvete a mais de cinco anos e acompanha não só o trajeto na Cidade Velha, como todos os ensaios na Aldeia Amazônica. “Vendo meu chopp e faço amizades. Mesmo que não viesse para trabalhar, viria de qualquer forma porque adoro. Não consigo definir um momento favorito, amo tudo”, conta.

Na “Estação do Teatro”, em frente à Igreja de Santo Alexandre, o cortejo foi recebido pela Escola Ballare. Em seguida, o espetáculo “As moças virgens e encalhadas do Largo de Nazaré” garantiu risadas ao contar a história de Dona das Dores, que queria desencalhar as filhas Chica, Mundica e Dita a qualquer custo.

Os Palhaços Trovadores representaram os fiéis na corda e fizeram campanha para que ela não fosse cortada. Um dos momentos mais engraçados ficou por conta da coroação da Santa. Os palhaços procuraram uma “coroa” (mulher mais velha) no meio do público e escolheram Dona Dulce, que recebeu a faixa “Coroa do Círio”. Após a brincadeira, os anjos coroaram de verdade Nossa Senhora e a banda Cocota de Ortega, de Ananindeua, levou sua mistura de batuque e carimbó para o palco.

“O Auto hoje é mais que um espetáculo, é uma ferramenta de integração, pois além de artistas, dá oportunidade para que pessoas da comunidade se inscrevam nas oficinas e participem do espetáculo”, avalia Patrícia Pinheiro, integrante dos Palhaços Trovadores.

Na passagem para a terceira estação, a cantora Iva Rothe puxou o cortejo em cima do trio elétrico. Na “Estação da Dança”, em frente ao Instituto Geográfico do Pará, o grupo de dança Pará Folclore, do Sesc, abriu os trabalhos. Em seguida, resultado de duas oficinas de danças populares promovidas pelo Auto do Círio, a quadrilha junina do Bengui e o grupo Etnias, entre acrobacias e dança, levaram a toada para as ruas da Cidade Velha.

Tocheiros iluminavam o percurso até a última estação. O batuque do professor Edson Santana e a voz de Carla Giz embalaram o público e convidados da umbanda e do candomblé que seguiam rumo à “Apoteose”.

O grupo de dança do Sesc levou ao palco da “Apoteose” carimbó e um balé indígena. Chegando ao fim do espetáculo, era hora de louvar e consagrar Nossa Senhora, que ganhou os céus quando teve sua imagem atrelada a balões. Para encerrar, os sambistas Dominguinhos do Estácio e Meio-Dia da Imperatriz puxaram o samba “Festa do Círio de Nazaré”, que já se tornou um hino dos paraenses.

Em 18 anos de história, o Auto do Círio consegue fazer um paralelo entre as procissões culturais e religiosas, mostrando que todas têm um só objetivo: homenagear Nossa Senhora de Nazaré. (Diário do Pará)

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