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Quinta-feira, 02/02/2012, 11h14

Rússia não vai deixar de vender armas para Síria

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A Rússia não vai deixar de vender armas para a Síria, afirmou o vice-ministro da Defesa Anatoly Antonov nesta quinta-feira. Moscou mantém seu apoio ao antigo aliado apesar da crescente condenação internacional contra a sangrenta repressão do governo sírio a dissidentes em dez meses de rebelião.

Antonov disse que seu país não está violando suas obrigações internacionais ao vender armas para Damasco. "A partir de hoje não há restrições a nossas entregas de armas", disse ele a jornalistas na Rússia, segundo agências de notícias estatais russas. "Nós devemos cumprir nossas obrigações e é o que estamos fazendo."

Moscou tem sido um dos mais poderosos aliados da Síria, juntamente com o Irã, na medida em que o governo sírio tenta esmagar a revolta contra o presidente Bashar Assad. A Organização das Nações Unidas estima que mais de 5.400 pessoas tenham sido mortas pela repressão do governo.

A postura de Moscou é em parte motivada por suas alianças estratégicas e de defesa com a Síria, que incluem a venda de armas. Mas a Rússia também rejeita o que vê como uma ordem mundial dominada pelos Estados Unidos. No mês passado, a Rússia assinou um acordo de US$ 550 milhões para a venda de jatos de combate para a Síria.

Embaixadores na ONU tentam superar a oposição da Rússia a um esboço de resolução no Conselho de Segurança que pede que Assad deixe o poder. Moscou diz que vai vetar o esboço porque acredita que ele abrirá o caminho para uma eventual intervenção militar internacional no país.

Massacre de Hama

Enquanto a pressão diplomática continua, ativistas sírios lembram o 30º aniversário do massacre de Hama. As três semanas de ataque contra a cidade rebelde de Hama pôs abaixo bairros inteiros e mataram milhares de pessoas, num dos mais notórios massacres contemporâneos do Oriente Médio.

O ataque foi ordenado em 1982 quando o pai de Assad, Hafez, era presidente e se tornou um grito de guerra para alguns manifestantes sírios que querem derrubar a dinastia familiar de uma vez por todas.

Centenas de tropas e forças de segurança foram enviadas para a cidade nesta quinta-feira. Militares instalaram postos de verificação e pediam documentos de identificação das pessoas.

Ativistas pintaram duas ruas de Hama de vermelho, para simbolizar sangue e jogaram tinta vermelha nas famosas e antigas rodas d'água de Hama. Em alguns muros pode-se ler "Hafez morreu e Hama não. Bashar vai morrer, mas Hama não vai." As informações são da Associated Press. (Agência Estado)

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