Sábado, 04/02/2012, 06h43
Quem trabalha o dia todo fora de casa sabe das dificuldades e tentações que se instalam na rotina alimentar. Lanches “fast food”, frituras ou os “PFs” carregados, facilmente encontrados nas ruas, podem ser muito sedutores na hora de matar a fome, mas representam um percentual pequeno de valores nutricionais versus o alto teor de gordura. No entanto, é possível encontrar opções saudáveis em meio às tarefas diárias para se alimentar bem.
Vivendo uma maratona diária que começa às 5h30, a administradora Roberta Novais, 26, se acusa como “quase dependente das comidas de rua”. Apesar de acordar cedo para ir à academia antes de ir para o trabalho, ela diz pular refeições e apelar para os lanchinhos na hora de matar a fome. “Normalmente eu não tomo o café da manhã, ou como uma barra de cereal. Aí acabo faminta já no meio da manhã, mas como tenho uma rotina corrida, o meu almoço faz o papel de salvador da pátria. Quando não consigo almoçar, parto para os fast foods, não tem jeito”, assume a moça, que entrou na academia para perder os quilinhos extras que adquiriu, “culpa da dieta desregrada”, brinca.
Mãe de dois garotos, um de 18 e outro de nove anos, Ruth Santana tenta administrar as refeições que prepara para a família da forma mais adequada. Vitor, o filho caçula, sofre de alergia a alguns alimentos e, por isso, é vetado de comer quase tudo. “Quando cozinho, preciso ter o cuidado de fazer coisas que alimentem, sejam nutritivas, que não façam mal a ele, mas que agradem a todos” diz a dona de casa.
Casada com o vigilante Luiz Carlos dos Santos, ela tem a tarefa ainda mais dificultada por conta das rotinas divergentes. “O Luiz trabalha à noite, o Edgar (filho mais velho) faz faculdade. Então só eu e Vitor jantamos, não tenho como controlar o que eles comem na rua”, afirma.
Segundo o nutricionista Antônio José de Oliveira Castro, nutricionista, aderir a uma dieta balanceada não é um bicho de sete cabeças. “É mais fácil do que as pessoas imaginam. Respeitar os horários das refeições é um bom começo” .
A regra é válida para crianças e adultos, conta o médico: “Um cronograma com horários destinados a saciar o estômago deve ter um intervalo de, no mínimo, três horas entre cada refeição, tanto para adultos quanto para crianças, respeitando os grupos de alimentos que podem potencializar o crescimento ou controlar a fome de cada faixa etária”, revela Antônio Castro.
“O desejável é que a pessoa faça seis refeições, entre as seis da manhã e as nove da noite, mas sem excessos”, adverte. Entre as refeições principais, Antônio indica que pequenos lanches sejam inseridos na rotina alimentar. “Para quem fica o dia inteiro fora de casa, vale a pena levar uma fruta, um biscoito integral ou um suco e acrescentar”.
Os riscos de não seguir uma dieta aparecem dentro e fora do corpo. “Além do acúmulo de gordura em partes mais visíveis, como barriga, braços, e pernas, as artérias também entopem. E para além desses sintomas, como cansaço, falta de disposição e insônia também estão associados à má alimentação” observa o nutricionista. (Diário do Pará)
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