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Terça-feira, 21/02/2012, 07h53

Mariza Alimentos poluiria rios desde 2008

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A interdição de dois setores da empresa Mariza Alimentos aconteceu há apenas seis dias, porém, os problemas que teriam levado a essa determinação da Justiça do Estado do Pará, segundo informações do Sindicato das Indústrias de Frutas e Derivados do Estado do Pará (Sindfrutas), decorrem ainda do ano de 2008.

Problemas relacionados a uma possível poluição do solo e mananciais próximos à empresa por despejo inadequado da água utilizada no processo industrial específico de abacaxi e alho teriam causado danos ambientais e à saúde da população que mora ao entorno da indústria, na comunidade de Betânia, em Castanhal.

De acordo com a presidente do Sindfrutas e proprietária da indústria de processamento de frutas Sucasa - que divide o muro com a empresa Mariza -, Solange Mota, há aproximadamente quatro anos problemas começaram a ser observados no terreno que fica aos fundos de sua fábrica em decorrência da água despejada pela empresa vizinha. “Eles (da Mariza Alimentos) quebraram o nosso muro por baixo e começaram a jogar a água para o nosso terreno e mato começou a secar. A água ficava empossada lá e de lá escorria para um igarapé e ia parar no rio Apeú”.

De acordo com ela, após denúncia, uma decisão da juíza Valdeíse Reis Bastos - na época juíza da 1ª Vara Cível de Castanhal – determinou que o prefeito do município, Hélio Leite, interditasse a empresa. “Na época o prefeito recorreu da decisão em Castanhal e perdeu e depois recorreu em Belém e perdeu novamente”, afirma. “No dia 15 de março do ano passado foi dado 15 dias para que ele cumprisse a decisão judicial”, afirmou.

Ainda segundo Solange, apesar do prazo determinado, a decisão só foi cumprida cerca de um ano depois, no último dia 14 de fevereiro. “A juíza Aline Correa Soares, que agora responde pela 1ª Vara de Castanhal, intimou o prefeito para que, no prazo de três dias, ele dissesse se tinha cumprido a interdição. O prazo para explicações acabou no dia 8 de fevereiro, mas ele só interditou depois”, afirma.

O DIÁRIO tentou contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Castanhal para ouvir o que o prefeito Hélio Leite teria a falar sobre o assunto, porém, o número disponibilizado apenas chamava. O jornal ainda tentou conversar com algum representante da empresa Mariza Alimentos, porém, também não conseguiu contato no único telefone fixo disponível. No site da empresa, aparece apenas uma mensagem informando que a página está em construção. (Diário do Pará)

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