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Sábado, 25/08/2012, 07h44

Assaltantes são presos e refém é liberado

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Dois jovens armados e um adolescente abordaram o dono de uma estância que estava junto com o cunhado por volta de meio-dia de ontem e os obrigaram a entrar no Fox do empresário e circular pelas ruas do conjunto Maguari. No entanto, a abordagem foi vista por mototaxistas, que logo os seguiram e avisaram a polícia que fechou o cerco.

A partir daí, os três se separaram. Um deles foi pego pela população, outro pela polícia, e o terceiro, o mais agressivo dos três, fez um homem de refém, mas depois se entregou. A vítima acredita que Luiz Eduardo Barbosa da Silva, 24 anos, e Eraldo de Novaes Ribeiro, 27 anos, foram informados pelo adolescente de 16 anos sobre os costumes do comerciante, que costuma voltar vez ou outra com dinheiro para casa, assim que fecha a estância.

Na opinião dele, o crime só não foi bem-sucedido porque os mototaxistas foram bastante solidários e a polícia agiu rápido.Os três foram levados à Delegacia do Patrimônio em Icoaraci, aonde Luiz e Eraldo foram autuados em flagrante por roubo, porte ilegal de armas e corrupção de pessoa menor de idade, pelo delegado Jeferson Gualberto.

O adolescente, que já teria passagens pela polícia, foi encaminhado à Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data), aonde deve ser encaminhado à Justiça para receber medida disciplinar pelo ato infracional. Uma arma foi apreendida.

CENAS DO CRIME

comerciante costuma fechar sempre a loja ao meio-dia e antes de entrar no carro costuma observar bem a situação da rua, quase sempre perigosamente quieta nesse horário. Justamente ontem ele não lembrou de fazê-lo. “Não corre! Não corre! Tu perdeu”, ordenou Eraldo, que também determinou que o cunhado dele entrasse no carro e ficasse no banco de trás, entre o adolescente e Luiz, com o outro assaltante sentado no banco da frente.

Entretanto, bastante nervosa, a vítima que foi forçada a dirigir, não conseguiu sair e o carro estancou, o que deixou os três bastante nervosos. Sob ordens e ameaças, ele arrancou, mas logo adiante teve que frear por conta de uma lombada. Foi quando recebeu uma coronhada de Luiz. Percebendo que a situação era delicada, ele tratou de avisar os três de que estavam sendo perseguidos por mototaxistas. “Tive medo de que eles achassem que era culpa minha”, confessou.

Curiosamente, entre um “Vai pra lá” e um “vai pra cá” dos bandidos bastante nervosos, eles chegaram a passar uma quadra antes de onde fica uma base fixa da PM. Foi nesse momento que um dos mototaxistas avisou os policiais. “Eles pediram pra eu entrar na rua 8. Eu avisei a eles que a rua não tinha saída, mas mesmo assim eles mandaram eu entrar. Quando chegamos ao final da rua, eu falei que tinha avisado. Então eles mandaram eu abrir a porta”, recordou.

Para desespero dos três, as portas estavam travadas, e enquanto o motorista destravava, eles também mexiam na trava, fazendo com que o sistema de segurança do carro travasse novamente as portas. Nisso, eles ficaram dentro do carro cerca de 10 eternos segundos. Até que Eraldo e Luiz, cada um para um lado, conseguiram sair correndo. O adolescente não conseguiu abrir a porta, e foi logo apreendido. 

Luiz logo jogou a arma fora durante a fuga, que não demorou muito porque ele tentou pular muros e subir sobre casas quando caiu dentro de uma residência. Além de se machucar na queda, a população o pegou desarmado e o espancou. A surra só não foi maior porque a equipe do cabo PM Joel Lima, que já estava no encalço dele, o deteve, livrando-o do ódio popular.

Do outro lado, Eraldo conseguiu pegar uma moto e exigir que o condutor ajudasse na fuga. Ele trocou tiros com a polícia, chegando a acertar três tiros numa viatura, dois no capô e outro no para-brisas, mas ninguém se feriu. Depois ele acabou caindo da moto e, sem perder tempo, fez Daniel Bastos de Zousa, 45 anos, de refém na avenida principal do conjunto, entre as ruas 14 e 15, com uma arma apontada para a cabeça dele durante 45 minutos.

Bastante agressivo e relutante em se render, Eraldo pediu a presença da imprensa e água gelada para beber e lavar o rosto. Sem atender aos pedidos dos policiais militares, ele ainda deu uma coronhada na cabeça do refém, não jogou a arma ao chão antes de se entregar e a todo o momento apontava o revólver para a cabeça da vítima e para a população.

Além de gritar com os policiais, ele exigia que os PMs abaixassem as armas e que não se aproximassem.Mas depois de algumas tentativas da polícia em fazer o homem liberar o refém, ele acabou se rendendo sem largar a arma e a vítima, soltando os dois apenas no momento de entrar na viatura. “Eu pensei que fosse morrer”, disse Daniel.

Em sua defesa, os três alegaram que estavam armados porque Luiz havia sofrido um atentado há alguns anos e iam cobrar isso quando avistaram a polícia e pegaram o carro apenas para não serem pegos numa blitz. Nenhum deles admitiu que quisesse assaltar.Participaram da operação policiais militares da 4ª CIA, 1ºBPM, sob o comando do tenente Adamus e do cabo Joel Lima.

(Diário do Pará)

 

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