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Terça-feira, 26/11/2013, 09h00

Bar do Parque é tema de exposição fotográfica

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“Ela passou, deixando um sorriso no chão. Deu um banho de beleza nos meus olhos’. Belém é assim, naturalmente bela e já exerceu um grande fascínio por artistas que ao vir de longe encantam-se e nunca mais a deixam - gente que deixa Belém passar por sua vida e por ela fica marcada. Como o fotógrafo francês Bruno Pellerin, há 5 anos na capital paraense, ele se diz um apaixonado por nosso cenário cultural, belas paisagens e mais do que tudo isso - pelo Bar do Parque. “Eu morei na Braz de Aguiar e depois mudei para Conselheiro [Furtado], e foi quando encontrei o Bar do Parque”.

‘E aí começou o verão. Mil cores pintando o painel’ - no Bar do Parque ele encontrou inspiração, encontrou a democracia que só a mesa do bar proporciona, começou a fotografá-lo. “O que mais me atraiu nesse lugar foi encontrar todo o tipo de pessoas. Aqui você encontra o músico, o escritor, a prostituta, o professor”, e brinca, “encontra o francês!”, e ri, porque ali ele já é mesmo conhecido. Pellerin frequenta o bar em todos os seus horários, “são vários Bar do Parque, pelo menos cinco”, ele diz. E em seus vários horários, Pellerin conheceu muita gente e muita coisa da cultura paraense.

‘Copacabana...’, não, nem mesmo ela soube ganhar o coração do artista francês. “Quando as pessoas falam do Brasil no exterior, falam muito do Sul ou Sudeste”, mas Pellerin conta que foi em Belém onde encontrou o que procurava. “Quando cheguei aqui, fiquei impressionado. Viajei por muitos países, conheço o Brasil e digo que a cena cultural de Belém é a melhor do mundo. Consegui encontrar uma concentração cultural muito grande. E já tive amigos, músicos que vieram e tiveram o mesmo encantamento, e assim eu vejo que não errei, que aqui é mesmo tudo isso que vejo”.

‘Ela parou, na loja de discos e escutou a canção que eu fiz pra ela’. A paixão de Pellerin pelo Bar do Parque está refletida em fotografias que serão expostas na Martinica a partir da próxima semana. Mas o hábito de fotografar o local já é conhecido entre seus amigos e reconhecido pela comunidade artística de Belém - que passou, viu, e correspondeu a todo esse amor. “Eu comecei fotografando amigos aqui [no Bar]. Hoje tem gente que já pede ‘faz uma foto minha no Bar do Parque?’”. O músico paraense Olivar Barreto também viu muito de Belém no trabalho de Pellerin. O CD ‘Esse Ruy é minha rua’ tem fotos do Bar do Parque feitas pelo artista francês.

Falta de zelo e uma dor no peito

A minha mensagem de amor é tudo que eu tenho pra dar. Chorei de amor, eu sei’. A dor no peito de Pellerin é a falta de cuidado com o objeto de sua inspiração. “Não consigo, sozinho, valorizar o Bar do Parque. O que posso fazer é fotografar, levar até outras pessoas para que elas vejam a beleza do lugar e entendam que é importante guardar esse clima do Parque, fazer reformas para permitir que outras pessoas que passam por aqui [pela calaçada da Praça da República] sintam vontade de entrar e vejam como é bom estar aqui. Só é pintado para o Círio e passa o resto do ano esquecido, até os banheiros precisam de reforma e cuidados”, explica.

‘E um chopp pra distrair...’. Na despedida, nas horas que antecedem a viagem para a Martinica - onde as fotos que refletem o Bar do Parque e outras paisagens paraenses ficarão expostas até dia 7 de dezembro -, Pellerin bebe algo, sentado nas antigas cadeiras de ferro e conta da sua felicidade em levar o que viu aqui há outros lugares. “Não só as paisagens e os músicos. Artistas plásticos, escritores, poetas. A meta é reforçar, tanto no Pará como no exterior, a qualidade da cultura paraense. A minha felicidade é mostrar isso para outras pessoas”, declara Pellerin, enquanto dá olhares de ‘até breve’ para a paisagem em volta do bar.

O Bar do Parque

Arrendado junto à Prefeitura de Belém, o Bar do Parque ainda assim tem uma proprietária - a família Pinto, que assumiu sua administração em 1959. Qualquer reforma precisa de autorização municipal e algumas modificações já foram feitas, nada muito significativo. A família cuida do bar há três gerações. E foi ao longo de várias gerações que o Bar do Parque já recebeu, nas mesmas cadeiras de ferro onde hoje senta Pellerin, muitos de nossos artistas mais ilustres. O mais lembrado talvez seja o poeta Ruy Barata, que tanto o frequentou com seu cigarro na mão.

(Diário do Pará)

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