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Sábado, 14/03/2009, 10h40

Multidão acompanha enterro de família chacinada

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Cerca de 500 pessoas acompanharam, no início da tarde de ontem, o enterro das cinco pessoas chacinadas em uma colônia próxima ao vilarejo de Novo Horizonte, município de Garrafão do Norte, no nordeste do Estado. Portando faixas que pediam justiça e paz, os moradores de Novo Horizonte ainda tentavam entender o que teria levado a que quase toda uma família, até então considerada sem inimigos, fosse assassinada de forma tão violenta como a que vitimou o casal Milton Gomes de Sousa e Izabete Diniz da Mata, além das filhas Geisiane Oliveira, 9, e Lucineide de Oliveira, 13 anos, e do irmão de Izabete, José Ribamar Diniz da Mata.

Enterro

>> Multidão no enterro da família morta em chacina (Foto: Keilon Feio)

Cerca de 500 pessoas acompanharam, no início da tarde de ontem, o enterro das cinco pessoas chacinadas em uma colônia próxima ao vilarejo de Novo Horizonte, município de Garrafão do Norte, no nordeste do Estado. Portando faixas que pediam justiça e paz, os moradores de Novo Horizonte ainda tentavam entender o que teria levado a que quase toda uma família, até então considerada sem inimigos, fosse assassinada de forma tão violenta como a que vitimou o casal Milton Gomes de Sousa e Izabete Diniz da Mata, além das filhas Geisiane Oliveira, 9, e Lucineide de Oliveira, 13 anos, e do irmão de Izabete, José Ribamar Diniz da Mata.

“Como é que pode? Como é que pode?”, repetia a quase todo instante a mãe de Izabete e Ribamar, Antonia Diniz da Mata, enquanto era consolada pelos outros filhos. Izabete e Ribamar faziam parte de uma família com 11 irmãos. Ribamar havia se mudado para a colônia próximo ao casal havia apenas dois meses. Vivia de uma pequena quitanda.

Os corpos chegaram em Novo Horizonte às 5h30. Logo uma multidão se aglomerou para ver os mortos. Como já havia se passado quase 48 horas da chacina, os corpos já exalavam um forte odor.

Quase todos os rostos tiveram que ser cobertos, em conseqüência da violência com que foram assassinados. Os três adultos foram mortos com tiros na cabeça, próximo ao ouvido. Já as duas crianças foram assassinadas com quatro facadas cada uma nas costas, no peito e no pescoço.

A única a escapar da chacina foi uma filha de Izabete, de 12 anos, que estava na casa de uma professora no vilarejo de Pau do Remo. “Eu penso que podia estar morta”, disse a menina.

A menina de 9 anos assassinada era uma espécie de filha adotiva do casal. A outra filha era apenas de Izabete de um relacionamento anterior. Ela e Milton moravam juntos há cerca de cinco anos. A família de Izabete é de Capitão Poço, já a de Milton é oriunda do Ceará, mas que se estabeleceu inicialmente na vila de Montenegro, em Bragança, para anos depois ir para Garrafão do Norte. Milton Gomes já havia morado anteriormente no local onde foi assassinado. Como a área é terra indígena, houve um período em que os posseiros tiveram de sair do local. A promessa é de que seriam indenizados e teriam outro local para morar. Nem todos receberam essa indenização. Milton, por exemplo, ficou de fora.

Durante um tempo passou por dificuldades financeiras em Nova Esperança do Piriá. Depois voltou para Novo Horizonte, mas desempregado, decidiu retornar para a terra indígena. Estava no local há dois anos, plantando mandioca, arroz, milho e feijão. O agricultor foi o primeiro a ser morto, com um prato de canjica na mão. E também o primeiro a ser enterrado.

Investigação espera reforço

Até as 13h de ontem, a Polícia Civil ainda não havia retornado ao local do crime para ouvir os vizinhos da família chacinada e iniciar efetivamente a investigação do caso. O delegado de Garrafão do Norte, Cristiano Marcelo Nascimento,esperava a chegada de uma equipe da superintendência de Capanema para poder ir ao local.

A espera se justificava. Como bem observaram os moradores de Garrafão do Norte, tanto a Polícia Civil de Garrafão do Norte como a de Nova Esperança do Piriá não possuem viaturas para locomoção.

Em Nova Esperança do Piriá, o DIÁRIO constatou que só existe um investigador. Em Garrafão do Norte, são três investigadores, além do delegado Nascimento.

Na estrada de acesso a Garrafão do Norte, uma equipe formada por quatro policiais militares monitorava quem passava. Um dia antes da chacina, um corpo foi encontrado às margens da estrada e ficou abandonado por lá durante quase dois dias.

Em Nova Esperança, três homens suspeitos de serem integrantes de uma quadrilha que assaltava ônibus nos municípios próximos iriam ser soltos porque as vítimas dos acusados não apareceram para proceder o flagrante, assim como reconhecer os suspeitos.

"Era pra matar todo mundo"

A principal testemunha da chacina viu pouco, mas será novamente intimada a depor. Wilson Gomes de Sousa é irmão de Milton Gomes e mora a cerca de 800 metros do local onde ocorreu o crime. Além dele, estavam na casa mais duas pessoas.

“Ouvimos um tiro e nos perguntamos se meu irmão estava dando tiros. Saí para ver o que era com uma espingarda na mão. Quando estava me aproximando, ouvi mais dois tiros. Ainda ouvi vozes dizendo que era para matar todo mundo que estivesse por lá, mas não vi ninguém. Quando cheguei, encontrei primeiro o meu irmão. Depois é que andando mais um pouco vi minha cunhada e o Ribamar, irmão dela, estirados no chão. Foi quando voltei assustado. Cheguei quase sem fala em Novo Horizonte para contar o que vi. Fui falando aos poucos. Depois procurei ‘seu’ Benedito Simão, pedindo ajuda, desesperado”, relatou.

Os moradores de Novo Horizonte dizem que essas mortes não são incomuns nas redondezas. Dois meses atrás, um homem foi morto e queimado em Garrafão do Norte. “Nós vivemos um problema muito sério, porque pelo menos 60% das terras aqui são usadas para plantar maconha. Qualquer desconhecido aqui pode morrer”, disse um morador. (Belém/ PA – Diário do Pará)

Comentários Recentes

  • maurillio sales aguiar disse: Comentário postado em 16/03 Segunda-feira às 10:29h "isso foi uma coisa de asustar o regeão inteira "
  • Coronel Sampaio disse: Comentário postado em 14/03 Sábado às 22:03h "Não entendo porque este super protecionismo da FUNAI, para os indios, alegando que não costumam usar armas, esquecendo-se de que duas vitimas, foram mortas à facadas, que não deixam de armas e os indios as possuem em ambundancia. O administrador do órgão, não deveria fazer comentários antecipados, antes da apuração, por parte da Policia Federal, sobre a quem cai a responsabilidade por estes delitos misteriosos. No momento, todos são suspeitos. Os indios tambem devem ser investigados, já que têm antecedentes de rebeldias, por posse de terras, em todo o território nacional.
    Encaremos este caso com seriedade e vamos aguardar o final das investigações imparciais."
  • cassiane cristina disse: Comentário postado em 14/03 Sábado às 17:53h "isso que aconteceu e mesmo um absurdo.."
  • Denise lopes disse: Comentário postado em 14/03 Sábado às 17:35h "acho que tudo isso vai ficar assim como esta,ou seja nada sera resolvido os assinos não serão capiturados e o caso sera arquivado como nos outros casos. "
  • patricia leiteire de souza disse: Comentário postado em 14/03 Sábado às 16:07h "isso é horrível,as pessoas estam cada ves matando umas as outras,sem motivo,as pessoas estam cada ves mas perigosas,não tem deus no coração mesmo,espero q/ elas pagam muito caro,pelo crime de alguma maneira."
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