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Quarta-feira, 28/10/2009, 08h00

Fruta Quente: lembra da banda ícone dos anos 90?

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Fruta Quente: lembra da banda ícone dos anos 90?

Era para ser mais uma viagem a trabalho, em uma excursão para Aruba, Miami e Disney. O ano era 1996 e, nesses tempos, a banda Fruta Quente já vivia o seu “conto de fadas” – como costuma dizer o vocalista Heraldo Ramos. Ainda no avião, o tecladista Ricky Sandres foi encarregado de criar o grito de guerra dos adolescentes que com eles viajavam. E assim, “despretensiosamente”, surgiu “Babaê na Mixirica”.

Mas o tecladista decidiu ir além. “Não ia desperdiçar uma composição para ser só um grito de guerra. Resolvi transformá-la em música”, conta Ricky, compositor das letras que ficaram na ponta da língua dos fãs: Caribeña, Quadrilha da Pantera, Carnabelém, tema de uma micareta da época. Aliás, a visão comercial era algo bem esclarecido para os integrantes da banda.

O ritmo, definido como “paraense latino”, segundo o percussionista Luiz Otávio Gorayeb, misturava tudo quanto é música latina, como salsa e merengue, e outros tipicamente paraenses, como carimbó e lambada. Junte a isso algumas pitadas do então emergente axé e o impulso da indústria fonográfica e logo o “babaê, baô, babaê, baô” impregnou os carnavais e outras comemorações dançantes em Belém.

Meta alcançada. Fazer música para dançar era justamente o objetivo da banda, quando da sua formação, em 1990. No final década de 1980, os sete integrantes do Fruta Quente já tocavam na noite de Belém, mas eram apenas acompanhantes de outros cantores de barzinho. “Cowboy”, Luiz Otávio Gorayeb, Ricky Sandres, Augusto “Baboo”, Beto Meireles e Luiz Pardal decidiram então montar sua própria banda. Depois de alguns ensaios, estava formado o “caldeirão de ritmos” – como eles também costumam dizer. “O nosso foco era a lambada, mas tinha um pouco de tudo”, diz Gorayeb. “Queríamos fazer música com veia latina”, completa.

Faltava ainda a “cara” da banda, o integrante que seria o queridinho das fãs. O convite para o vocalista Heraldo Ramos aconteceu após uma “canja” que ele deu em um barzinho onde Cowboy estava.

Durante três anos, eles foram a “banda da casa” do Olê Olá. Por sinal, a casa vivia cheia. Em 1993, era chegado o momento da gravação do primeiro disco, chamado “Fiesta”, pela Warner Music – Continental, que também havia agenciado o conterrâneo Beto Barbosa, o rei da Lambada que vendeu mais de três milhões de discos. A aposta então fazia sentido e a parceria rendeu mais dois CDs: “Fruta da paixão”, de 1995, e “Batuque”, de 1997. Este último foi gravado em Miami e alcançou o incrível número de 150 mil cópias vendidas.

O ano já era 1997 e a banda vivia o momento mágico do conto: shows no Norte e Nordeste e também em São Paulo, aparições em programas de TV em rede nacional; reveillon em Portugal, na Praça Estoril, tocando no mesmo palco de grandes nomes da música mundial, como James Brown. “Foi um verdadeiro conto de fadas. Um presente de Deus”, diz Heraldo Ramos. Depois de mais dois discos, começou então a fase ruim da banda. Músicos cansados, troca de vocalista, mudanças na lógica do mercado. Tudo isso acabou enfraquecendo o Fruta Quente. Depois de quase 20 anos, a banda perdeu espaço para as aparelhagens e as festas de música eletrônica. “Belém respira outra realidade musical e a gente sabe disso. A explosão do tecnobrega quebrou o nosso mercado. Paramos no momento certo. Não íamos fazer melody pra pegar carona na praia dos outros”, analisa Ricky Sandres.

Para quem sente saudade dos áureos tempos do Fruta Quente, a banda faz hoje uma única apresentação, logo mais, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa, do Centur.

Mas a banda garante que não quer voltar. O show de hoje, no entanto, antecipa o clima para a gravação do DVD comemorativo aos 20 anos do Fruta Quente, prevista para o primeiro semestre do ano que vem. “Na nossa época, fazer um DVD era um bicho de sete cabeças”, diz Ricky.

Hoje, todos ainda trabalham com música, em projetos independentes, exceto Heraldo Ramos, que é gerente de uma empresa de comercialização de palmito. A gravação do DVD, ao contrário da lógica de muitas bandas, será apenas o registro de um tempo que não volta mais.

SERVIÇO

Show da Banda Fruta Quente. Hoje, às 20h, no Teatro Margarida Schivasappa - Centur (av. Gentil Bittencourt, 350). Ingresso: R$ 10. Informações: 3202-4317.

Comentários Recentes

  • Sâmara Queiroz disse: Comentário postado em 15/10 Sábado às 21:12h "O show foi demais, mágico, emocionante! Amo essa banda, pode passar o tempo que for, estarão pra sempre no meu coração e na minha memória...Por mais que não voltem a gravar, eu sempre estarei lá, aplaudindo vocês de pé! AONDE O FRUTA VAI EU VOU!!!"
  • Bia disse: Comentário postado em 09/09 Quinta-feira às 22:36h "Infelizmente eu não pude ir. Fiquei sabendo do show quase na hora e tinha um compromisso inadiável.
    Conheço muitas pessoas que nem sequer tomaram conhecimento do evento.
    A banda deixou muitas saudades. Eu acho que podiam repetir a dose. Seria demais!
    Ah, bela matéria, Diário! "
  • Alessandra Costa disse: Comentário postado em 31/10 Sábado às 10:21h "Caramba............eu amoooooooooooooooooo essa banda, todos são muitos carismáticos, além de serem muitos talentosos...........saudades de vcs, o Pará sente falta dessa qualidade musical....bjkas"
  • Ingrith disse: Comentário postado em 29/10 Quinta-feira às 01:55h "Ééééééééégua...eu lembro deles e da tal de Festa da Maria Cebola no Ole Ola...e também das apresentações deles no Conexão Direta....hahahahaha..."
  • Naldo disse: Comentário postado em 28/10 Quarta-feira às 11:23h "Lembro desses tempos de adolescência, muito bons esses tempos, onde íamos essa banda arrastava multidão. Minha colega de farra era fã deles e me arrastava com ela e aprendi a apreciar essa banda que está no coração e na mente de muitos. Parabéns e saudades Fruta Quente!!!"
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